Congresso encerra suas atividades com aprovação do documento de propostas sindicais e climáticas

  Foto: Isis Rodrigues

No dia 21 de maio, foi encerrado o 1º Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, com sucesso total de público e participação.

Durante a solenidade de encerramento, foi lido e aprovado o documento final do Congresso por todos os congressistas presentes.

Leia abaixo, na íntegra o conteúdo do documento:

“PROPOSTAS DO CONGRESSO INTERNACIONAL ‘O MOVIMENTO SINDICAL E A MUDANÇAS CLIMÁTICAS"

O Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas”, realizado pela FENTEC - Federação Nacional dos Técnicos Industriais e pelo SINTEC –Sindicato dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo, nos dias 19,20 e 21 de maio de 2011, no Centro de Convenções do Hotel Braston, em São Paulo, com a colaboração de entidades sindicais estaduais, entidades internacionais como OITEC - Organização Internacional dos Técnicos Industriais do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, Federação dos Metalúrgicos e Químicos de Angola, INCASUR - Instituto Internacional de Estudios y Capacitación Social Del Sur, Centro Paula Souza, ABETI- Associação Brasileira dos Técnicos Industriais, o CONTAE – Conselho Nacional das Associações de Técnicos Industriais, analisou a questão das mudanças climáticas e seus aspectos nocivos á natureza e á vida dos trabalhadores.

O Congresso debateu o papel das entidades sindicais latinoamericanas frente aos desafios das mudanças climáticas e propôs linhas de trabalho para as entidades participantes, tais como:

- A educação sindical ambiental;

- Solicitar que seja incluído na grade dos técnicos industriais matérias que contemplem as questões de ecologia social e humana;

- Defesa do emprego digno e sustentável;

- Defesa de uma economia verde, com trabalho e inclusão social;

- Construção de uma rede internacional de entidades sindicais focadas e preocupadas com as mudanças climáticas;

- Cooperar e participar das Centrais Sindicais brasileiras, da CSA – Confederação Sindical das Américas e CSI – Confederação Sindical Internacional, visando dar respostas em conjunto às questões climáticas, como diz o slogan da FENTEC: Juntos, somos mais fortes!

- Participar da preparação e da realização da Conferência das Nações Unidas Rio +20, a ser realizada em junho de 2012.
(O evento fará uma análise crítica, 20 anos depois, das propostas e encaminhamento da Conferência Eco-Rio, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, quando foi aprovado um documento denominado agenda 21, contendo as metas que deveriam ser atingidas pelos países integrantes.)

- Os organizadores do Congresso viram com satisfação que a Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, na pessoa de seu presidente, o deputado federal Giovani Cherini – (PDT-RS), bem como os conselhos de profissinais e as entidades sindicais de maior instância, incluindo a CNPL - Confederação Nacional das Profissões Liberais, manifestaram total apoio à causa, comprometendo-se com ações futuras que visem melhor adequação das condições climáticas e das condições de trabalho e de vida para esta e as gerações vindouras.

- O documento conclusivo do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas” será encaminhado para a imprensa nacional e para autoridades e órgãos públicos federal, estaduais e municipais, bem como para as entidades do Mercosul, latinoamericanas e caribenhas e da África, envolvidos com o tema.


Wilson Wanderlei Vieira

Presidente do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas”

São Paulo, 21 de maio de 2011.

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues


Encerramento do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas” traduz o sucesso que foi o evento

  Foto: Marco Venici

Com uma emocionada salva de aplausos, lideranças sindicais e participantes encerraram o 1º Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, no dia 21 de maio, satisfeitos pelos conteúdos e informações assimilados durante os três dias de evento, de 19 a 21 de maio de 2011, quando foram realizadas importantes palestras e debates sobre o papel do sindicalismo frente às mudanças climáticas no mundo, refletindo seus aspectos nocivos à natureza e à vida dos trabalhadores.

Durante os três dias de trabalhos do Congresso promovido pela FENTEC - Federação dos Técnicos Industriais e pelo SINTEC-SP - Sindicato dos Técnicos Industriais de São Paulo, com o apoio do Incasur - Instituto Internacional de Estudios Y Capacitación Social Del Sur e dos  OITEC - Organização Internacional dos Técnicos Industriais do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, Centro Paula Souza, ABETI -  Associação Brasileira dos Técnicos Industriais e CONTAE - Conselho Nacional das Associações de Técnicos Industriais, foi analisado e debatido o papel das entidades sindicais latinoamericanas frente aos desafios das mudanças climáticas, propondo diversas linhas de trabalho para as entidades participantes, como: a educação sindical ambiental; defesa do emprego digno e sustentável; defesa de uma economia verde, com trabalho e inclusão social; construção de uma rede internacional de entidades sindicais focadas e preocupadas com as mudanças climáticas; inclusão na grade curricular de ensino dos técnicos industriais matérias que contemplem as questões de ecologia social e humana; dentre outras questões de extrema importância.

As atividades foram encerradas com uma cerimônia solene onde autoridades do segmento sindical do Brasil, Cuba, Angola, Paraguai, Uruguai e Argentina, tiveram seu espaço para pronunciamentos.

“Eu penso que para a América Latina, este Congresso foi uma boa oportunidade para um desenvolvimento de consciência ambiental sindical diante das mudanças climáticas e culturais que estamos enfrentando. Por isso que o movimento sindical, a FENTEC, a OITEC, o Incasur e todos os envolvidos trabalharam com afinco neste Congresso que superou todas as expectativas. Foi uma campanha fundamental para o verdadeiro desenvolvimento sustentável”, declarou o cubano professor catedrático da Universidade de Havana-Cuba, Gilberto Javier Cabrera Trimino.

“Estou saindo daqui com o conhecimento mais enriquecido com as palestras ministradas nestes três dias e, com certeza, levarei para os meus companheiros de Angola”, afirmou o presidente da Federação dos Metalúrgicos e Químicos de Angola, Simão Kibeta.

“É uma necessidade a união das entidades sindicais da América Latina. As mudanças climáticas são problemas de segurança nacional e internacional, portanto, é indispensável discutir os critérios para identificar os fatores e soluções para tais dificuldades”, apontou Nilson Rocha, vice-presidente da FENTEC e da OITEC Brasil.

“O meio ambiente tem a ver com a nossa atividade profissional. Para o desempenho das nossas atividades precisamos ter a consciência da nossa interferência significativa no meio ambiente. Este é um assunto que vamos tentar expandir no nosso meio e levar às escolas técnicas para montar suas estruturas curriculares já norteando o ensino quanto a necessidade ambiental”, comentou Lino Gilberto da Silva, vice-presidente da ABETI - Associação Brasileira de Ensino Técnico Industrial.

“Aprendemos aqui que os problemas ambientais são firmes, concretos e reais e é por isso que nos unimos, nestes três dias, para entender e defender a bandeira do auxílio aos problemas climáticos. Senão tivermos sensibilidade, não fará sentido essas ações de que falamos. Por isso é importante este tipo de evento e o aspecto da cordialidade mútua que senti entre os congressistas”, disse Julio Torales, presidente da OITEC Paraguai.

“O Incasur firmou parceria com a FENTEC para este Congresso, porque a Federação é sinônimo de solidariedade, compromisso e trabalho permanente. Porque ela tem uma representatividade, representação e tem uma equipe de apoio espetacular. E agradeço em nome do Incasur ao Wilson e a toda a sua equipe por este sucesso de evento que estamos encerrando. Tivemos bons organizadores, palestrantes e participantes, sem dúvida que este evento não teria um resultado positivo como este sem essa qualidade demonstrada aqui”, disse Enrique Héctor Sosa, que finalizou suas palavras com um lindo poema, herdado de sua mãe: “que a chuva caia suave sobre seus campos, que os caminhos se abram sobre seus pés, que a brisa sempre sopre às tuas costas. E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de suas mãos”.

O presidente da FENTEC e SINTEC-SP, Wilson Wanderlei Vieira, argumentou que “ultimamente, o debate sobre as mudanças climáticas ganha cada vez mais envergadura como temática de análise sindical. Nosso Congresso não se limitou e incluiu em seu conteúdo assuntos climáticos que são percebidos como um problema de amplo alcance na coletividade humana, com profundos desdobramentos econômicos, políticos, sociais e ambientais", afirmou Viera, complementando, “obrigado a todos pela participação e esperamos ter auxiliado na compreensão da gravidade deste tema e aguardamos pelo retorno de todos para nosso próximo congresso ano que vem com esperança de termos conosco muito mais representantes da América Latina”.

Ao final da solenidade foi lido o documento conclusivo do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas” que será encaminhado para a imprensa nacional, autoridades e órgãos públicos federal, estaduais e municipais, bem como para as entidades do Mercosul, latinoamericanas e da África, envolvidos com o tema.

Para o encerramento, fizeram parte da mesa de trabalho o presidente da FENTEC e SINTEC-SP Wilson Wanderlei Vieira; o diretor do Incasur - Instituto Internacional de Estudios Y Capacitación Social Del Sur, Enrique Héctor Sosa; o vice-presidente da ABETI- Associação Brasileira de Ensino Técnico Industrial, Lino Gilberto da Silva; o presidente do CONTAE – Conselho Nacional de Associações de Técnicos Industriais e coordenador do CEDEN - Colégio de Entidades Nacionais, Ricardo Nascimento Alves; o presidente da OITEC Internacional – Organização Internacional dos Técnicos Industriais, Miguel Morales; o vice-presidente da FENTEC e vice-presidente da OITEC Brasil, Nilson Rocha; o presidente da OITEC Paraguai, Julio Torales, o presidente da OITEC Uruguai, Jorge Dumas; o presidente da OITEC Argentina, Eduardo del Juidice; o presidente da Federação dos Metalúrgicos e Químicos de Angola, Simão Kibeta; e o professor catedrático da Universidade de Havana-Cuba, Gilberto Javier Cabrera Trimino.

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Diagramação Geral
Isis Rodrigues


Reflexões históricas sobre o movimento sindical internacional fecha com chave de ouro o Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”

  Foto: Marco Venici

O último dia de palestras do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, no dia 21 de maio, promovido no Centro de Convenções do Hotel Braston, em São Paulo, pela FENTEC - Federação dos Técnicos Industriais e pelo SINTEC-SP - Sindicato dos Técnicos Industriais de São Paulo, contou com os conhecimentos de Carlos Gaitan, presidente de honra da FLATIC – Federacion Latinoamericana de Trabajadores de las Industrias Y la Construccion, que abordou o tema “Movimento Sindical Internacional”.

O palestrante transmitiu aos participantes a conjuntura história das ações do sindicalismo internacional, desde seu surgimento a partir da revolução industrial, sua rápida expansão pelo mundo até os dias de hoje, tendo por concepção a consciência de Classe e o pensamento crítico, considerado por Gaitan um tripé de qualidade: unidade, organizações e solidariedade.

Carlos Gaitan lançou também uma reflexão entre os congressistas sobre a contribuição, no momento atual, para possíveis elaborações de estratégias que poderão auxiliar a união de forças a favor dos trabalhadores. Para melhor ilustrar, o palestrante mostrou duas linhas de trabalho do sindicalismo: a estrutura horizontal que estão inclusas as Centrais e Confederações Nacionais de trabalhadores; e a estrutura vertical, que fazem parte as Federações ou sindicatos de empresas/setores. Juntamente com essas explicações, foi mostrado um mapa das estruturas verticais no mundo e nas Américas. “Com toda essa história sindical sofrida e de muitas lutas, todos nós temos a consciência de que somos parte dela e, creio que seu prosseguimento será muito próspero”, indagou o palestrante,         que concluiu seu pensamento dizendo: “Tendo as ações já realizadas antigamente como exemplo, cada país, ao seu modo, de acordo com suas legislações e políticas, poderão melhorar e desenvolver ainda mais o seu setor sindical”, assegurou Gaitan.

O bojo da palestra tratou basicamente da história e informações, de acordo com a vasta experiência de Gaitan com os trabalhadores, organizações nacionais e internacionais. “Estamos todos em uma mesma base informativa sindical de políticas. Não podemos deixar de lado o passado, pois para pensar em um futuro, temos que colocar na balança todas as contradições e seguir em frente com ações necessárias que podem construir um futuro sindical igualitário, solidário e unido frente à realidade do mundo atual. Para isso, é de extrema importância desenvolver uma reflexão mais cuidadosa sobre o próprio movimento sindical”, finalizou Carlos Gaitan.

Fizeram parte da mesa mediadora Luis Amêndola, secretário da OITEC Argentina e Ricardo Nascimento Alves, presidente do CONTAE – Conselho Nacional de Associações de Técnicos Industriais e coordenador do CEDEN - Colégio de Entidades Nacionais.

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Diagramação Geral
Isis Rodrigues


UGT CONGRATULA-SE COM A FENTEC

  Foto: Isis Rodrigues

O secretário-geral da UGT – União Geral dos Trabalhadores, Canindé Pegado, participou da abertura dos trabalhos do terceiro dia do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas”, que está acontecendo no Centro de Convenções do Hotel Braston, de 19 a 21 de maio de 2011, em São Paulo.

O secretário-geral cumprimentou os organizadores do evento, que reuniu mais de 300 lideranças sindicais do Brasil e da Américas do Sul, de Cuba e Angola para debater e buscar soluções com metas no desenvolvimento sustentável, emprestando total apoio às propostas contidas no documento oficial do Congresso.

Em nome do presidente da União, Ricardo Patah, Pegado convidou os congressistas a participarem do 2º Congresso Nacional da UGT, a ser realizado no período de 14 a 16 de junho próximo, em São Paulo. Segundo ele, a participação dos técnicos industriais neste evento é de fundamental importância, porque contarão com a presença de aproximadamente 3000 delegados, representantes de mais de 1000 sindicatos e 42 federações filiadas à entidade.

Pegado teceu especiais elogios e cumprimento ao organizador do Congresso Internacional, Wilson Wanderlei Vieira, enaltecendo suas lutas e pioneirismo em trazer à discussão temas de grande relevância para a sociedade. “A UGT dará todo apoio às propostas conclusivas deste Congresso, tanto pela relevância do tema, quanto pelo apreço à FENTEC, que foi uma das primeiras entidades a se integrar à nossa base”, declarou o sindicalista.

 

Reportagem
Lenilde De León

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


Sindicalismo Frente às Mudanças Climáticas

  Foto: Marco Venici

A última palestra do dia 20 de maio do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, iniciativa do presidente da FENTEC/SINTEC-SP, Wilson Wanderlei Vieira, abordou o tema “Sindicalismo frente às Mudanças Climáticas”, e foi ministrado pelo professor doutor Henrique Héctor Sosa, diretor do Incasur- Instituto Internacional de Estudios y Capacitación Social Del Sur.

O objetivo de transmitir informações sobre sindicalismo e meio ambiente para os técnicos brasileiros, segundo Sosa, foi cumprido. “Várias personalidades palestraram neste Congresso deixando inestimáveis exemplos e ensinamentos aos participantes, dando-lhes condições de enfrentar os desafios das condições climáticas”.

O palestrante ainda disse que aprendeu uma música, com um amigo brasileiro, a qual rege sua motivação atuar em prol da sustentabilidade. A música é “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré e o trecho citado pelo palestrante ilustra seus dizeres “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. “Tenho certeza de que os participantes deste Congresso não voltarão para suas casas com o mesmo nível de consciência que chegaram, tanto no posicionamento sobre o meio ambiente, quanto às relações sindicais”, sentenciou Sosa.

O que estamos aprendendo hoje é para longo prazo, para uma sociedade sustentável, justa, com trabalho e condições melhores de vida para todos nós, e finalizou dizendo que “esta luta não acaba comigo ou com cada um de vocês; nossos filhos, netos e todos que virão darão continuidade. Essa luta é pela justiça social, pela solidariedade, meio ambiente sustentável, por uma economia justa e qualidade de vida digna”.

  Foto: Marco Venici

A mesa desta palestra foi mediada por Francisco Teônio da Silva, suplente da diretoria da FENTEC e presidente do SINTEC-CE, e por Marcelo Cestari, presidente do SINTEC-MT e suplente de diretoria da FENTEC.

Amanhã, 21 de maio, será realizada a última palestra do Congresso, intitulada “Movimento Sindical Internacional”. O tema será conduzido pelo presidente de honra da FLATIC – Federacion Latinoamericana de Trabajadores de lãs Industrias Y La Construccion, Carlos Gaitan.

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


Soluções econômicas para o meio ambiente,  tema abriu os debates da tarde

  Foto: Marco Venici

A primeira palestra do período da tarde, no dia 20 de maio, trouxe aos participantes um quadro geral do Brasil e do meio ambiente. Ministrada por Gesner Oliveira, doutor em economia pela Universidade de Califórnia, Berkeley, mestre em economia pelo Instituto de Economia da UNICAMP, bacharel em economia pela faculdade de economia e administração da USP, a palestra “Soluções Ambientais” foi fundamentada na relação do movimento sindical com o meio ambiente e sua importância.

De acordo com o palestrante, o tema é de total seriedade a ser praticada, tanto para o cidadão, quanto para o agente político. “E nós estamos num País que tem um grande potencial para se tornar uma liderança mundial na questão do meio ambiente”, afirmou Gesner.

A palestra chamou a atenção de todos pela forma aplicada, simples e didática, como foi apresentada, com conteúdo de compreensão concreta e efetiva para os problemas ambientais envolvendo seus investimentos.

  Foto: Marco Venici

“Eu quis inserir o assunto neste Congresso, devido à conjuntura que estamos vivendo”, constatou o economista que falou sobre as tendências para a economia brasileira, focando a importância da infraestrutura para o meio ambiente e o saneamento ambiental.

“O que é necessário para o Brasil realmente dar um salto rumo ao desenvolvimento?” Indagou o palestrante, respondendo que são: investimentos, educação, planejamento e, principalmente, diminuir a tributação no saneamento”. Gesner completou dizendo que “se o governo investisse R$ 1,00 em saneamento, automaticamente estaria investindo R$ 4,00 em saúde, ou seja, a tributação inibe investimentos no setor. “O governo deve se atentar a este fato” alertou.

Segundo dados transmitidos em sua palestra, Gesner informou que mais da metade da população brasileira, cerca de 105 milhões de pessoas, não tem acesso à coleta de esgotos, e que a cobertura de esgoto caiu 59,3% em 2008 para 59,1% em 2009 (dados do PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios); oito milhões de pessoas não têm acesso a banheiros (dados do Trata Brasil), “e mais, a situação brasileira quanto a esta questão sanitária é considerada pela ONU – Organizações das Nações Unidas, a pior comparada a países como Sudão e Afeganistão”, finalizou o especialista.

O palestrante concluiu dizendo que a questão ambiental é essencial para o desenvolvimento do País.

A mesa foi mediada pelo presidente da FENTEC e do SINTEC-SP,  Wilson Wanderlei Vieira, e pelo vice-presidente da FENTEC, Luzimar Pereira da Silva.

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


Voltar a envolver-se com a natureza, este é o grande desafio do homem moderno

  Foto: Marco Venici

O engenheiro florestal Daniel Enrique Argento, docente em Saneamento Ambiental e licenciado em Higiene e Segurança da Universidad Nacional de Tres de Febrero – Buenos Aires, Argentina, encerrou os trabalhos da manhã do dia 20, com a palestra “A Necessidade de Envolver os Trabalhadores e as Entidades Sindicais como um Ator Social no Saneamento Ambiental”.

Esta mesa foi coordenada pelo técnico Julio Toralles, presidente da OITEC – Paraguai e por Jessé Lira, presidente do SINTEC de Pernambuco e primeiro secretário da FENTEC.

A tônica da exposição de Argento foi à necessidade de envolver os profissionais nas questões ambientais por meio da educação permanente e continuada.

O palestrante disse que veio ao Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas” para aprender e trocar informações, “o nível de conhecimento transmitido está sendo de fundamental importância para que todos possam se envolver nas questões ambientais” destacou.

Segundo o engenheiro florestal, quando se fala em meio ambiente é preciso compreender os aspectos emocionais em relação ao ecossistema. “Observo, sinto, penso e atuo. Daí a importância de se educar as pessoas já na primeira infância, fazendo compreender que também é parte da diversidade biológica, que é a vida.“

Argento fez uma análise comparativa da evolução do planeta, passando por várias fases, e concluindo que os danos provocados pelo homem ao longo da história são os fatores que estão ocasionando fenômenos naturais desagradáveis. “A natureza reage com desertificação, enchentes, tsunamis, e outros fenômenos que estão trazendo sérios problemas para a humanidade”, insistiu o palestrante.

“O ponto chave é a educação. Este tema deve ser debatido e incutido nesta e nas futuras gerações de maneira tal que as questões climáticas sejam assimiladas como forma de sobrevivência. Mesmo porque entre os vários danos causados está o desrespeito à natureza, o que leva à exclusão social e à marginalidade, porque o homem faz parte e deve estar integrado à natureza”, disse Argento.

O especialista defende ações individuais, nos ambientes domésticos, na escola e no trabalho. Defende ainda ações governamentais e empresariais nas quais se dissemine a cultura de que somos partes integrantes da natureza e  de que sem ela não podemos viver. “Este é o grande desafio do homem moderno”, reforçou o palestrante. 

 

Reportagem
Lenilde De León

Edição
Lenilde De León

Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


A Importância do Parlamento na construção do Meio ambiente Sustentável

  Foto: Isis Rodrigues

O deputado federal Giovani Cherini (PDT–RS), presidente da Comissão de Meio ambiente da Câmara dos Deputados, abriu os trabalhos do segundo dia do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas, com a palestra “A Importância do Parlamento na construção do Meio Ambiente Sustentável”.

O deputado iniciou sua participação com informações impactantes, dizendo que 70 a 80% das cidades no Brasil não separam o lixo, que cerca de 43% dos municípios não têm saneamento básico, que 32 milhões de brasileiros não têm acesso á água, dentre outros, arrematando que isso acontece, “não por falta de recursos, mas por  problema de gestão do governo”.

Cherini contou que o governo federal implementou no PAC 1 – Programa de Aceleração do Crescimento, 101 obras de saneamento básico, mas a grande questão é que apenas quatro delas foram concluídas.“É um paradigma que temos de quebrar: o gerenciamento do governo frente às questões ambientais”, reforçou.

Segundo ele, existem cerca de 16 mil leis sobre o meio ambiente existentes atualmente no Brasil, o que falta é atitude e educação socioambiental: ”Se não houver conscientização do governo e da população, não adianta fazer leis”, insistiu o deputado.

O parlamentar também deu destaque à questão da energia limpa no País, citando como exemplo o caso do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, que, segundo ele, foi um alerta  para o Brasil. ”Afinal, a energia nuclear brasileira é segura?”, perguntou o deputado, dizendo que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, a qual ele preside, está acompanhando a situação. “Hoje a Comissão tem quase todas as informações sobre energia nuclear. Obviamente, não pretendemos desempregar pessoas, mas não queremos que milhares morram por falta de políticas corretas.”

O assunto trouxe destaque para as usinas brasileiras de Angra 1 e 2. “Quando o tema foi colocado em Audiência Pública, onde o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e a Procuradoria Geral da República estiveram presentes, descobrimos que as usinas não têm licença para operar, ou seja, há mais de 10 anos não se cumpre as exigências internacionais para o funcionamento da energia nuclear no Brasil”.

Segundo Cherini, nesta audiência, o IBAMA e a Procuradoria Geral da República assinaram um TAC – Termo de Ajuste de Conduta que tinha perto de 50 exigências e foi dado um prazo de um ano para que as usinas se adequassem a essas normas e exigências”.

O mais grave de Angra 1 e 2 são os fatores externos, como: não possuir plano de evacuação; não possuir destinação do lixo atômico, “e por incrível que pareça, a usina de Angra foi construída em uma área de APP – Área de Preservação Permanente”, declarou o deputado.

O caso de Angra foi um dos exemplos das preocupações da Comissão do Meio ambiente. Segundo o parlamentar, é seu papel questionar e fiscalizar, bem como buscar soluções para melhorar a segurança ambiental no País. “Se o Brasil investisse 20% do que destinou em energia nuclear em energia eólica, por exemplo, nós teríamos várias usinas de Itaipu sem cobrir um hectare de água e sem poluir”.

Giovani finalizou sua palestra comentando sobre o momento crucial na história do País: a votação na próxima terça-feira, 24 de maio, do novo Código Florestal e diz esperar que o mesmo seja aprovado com duas visões; a do meio ambiente e a do desenvolvimento nacional.

Foram mediadores desta mesa de trabalho, o presidente da FENTEC e do SINTEC-SP, Wilson Wanderlei Vieira, e  o presidente da OITEC Brasil, Ricardo Nerbas.

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


Autoridades prestigiam a posse da nova Diretoria da FENTEC 

Paralelamente, aconteceu a abertura solene do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas”.   

  Foto: Marco Venici

A noite do dia 19 de maio de 2011 foi marcada pela grandiosa solenidade de posse da nova diretoria da FENTEC - Federação Nacional dos Técnicos Industriais, para a gestão 2011-2015, no auditório do Centro de Convenções do Hotel Braston, em São Paulo, com a presença de associados, autoridades políticas, sindicais e do Sistema CONFEA/CREA do Brasil,  e de representantes de entidades sindicais da América Latina e da África.

Na ocasião ocorreu também a abertura oficial do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e a Mudanças Climáticas”, que deu início, na manhã deste dia, a um enriquecedor debate sobre o cenário político e as questões climáticas do Brasil.

  Foto: Isis Rodrigues

As mais de 300 pessoas, testemunhas deste momento ímpar na história do movimento dos técnicos industriais, foram prestigiar a nova diretoria da FENTEC e também aplaudir e incentivar a iniciativa do Congresso.

  Foto: Marco Venici

A nova diretoria que assume os rumos da FENTEC para o quadriênio 2011-2015, foi empossada solenemente pelo presidente da CNPL – Confederação Nacional das Profissões Liberais, Francisco Antonio Feijó que, na ocasião, entregou um termo formal de posse a cada um dos componentes.

Já empossado, Wilson Waderlei Vieira foi homenageado pelas lideranças das delegações estrangeiras com placas, diplomas, troféus e até mesmo com um título inédito, de  “Técnico Nível A”, outorgado pelo  técnico Julio Toralles, presidente da OITEC Paraguai. Este título é um dos mais importantes do segmento tecnológico daquele país, que lhe dá o direito de exercer suas atividades profissionais no Paraguai.

  Foto: Marco Venici

Também os representes de Cuba, Argentina, Uruguai e Angola fizeram questão de homenagear o presidente da FENTEC, com elogios e reconhecimento pelo imenso trabalho desenvolvido internacionalmente em prol das categorias técnicas.

O Deputado Barroz Munhoz (PSDB-SP) o primeiro a se pronunciar, destacou que os técnicos são os responsáveis pelo desenvolvimento do País e lembrou que sem a categoria o Brasil jamais seria edificado. Também presentes às cerimônias, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e o presidente do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, Nelson Nazar, destacaram a importância dos técnicos para a construção do País e para o progresso da sociedade.

Ricardo do Nascimento Alves, coordenador do CEDEN, se colocou à disposição da Federação para parcerias e trabalhos a favor da categoria. Assim como o presidente do CREA-SP, José Tadeu da Silva, que foi além e afirmou que o Congresso Internacional produzirá um avanço intelectual para os técnicos, auxiliando no desenvolvimento da sociedade. Marcos Túlio de Melo, presidente do CONFEA, discursou afirmando que os técnicos são a base do processo produtivo e por isso devem ser, cada vez mais, valorizados.

Francisco Antonio Feijó, presidente da CNPL-Confederação Nacional das Profissões Liberais, reconheceu a evolução dos técnicos industriais dizendo que a categoria representa hoje uma das maiores e mais valorizadas profissões de sua base. Jamil Moratti, vereador por São Paulo, concordou e afirmou que ações grandiosas que o Brasil faz como a captação do petróleo, por exemplo, só são possíveis graças ao trabalho dos técnicos industriais. 

Giovani Cherini, deputado federal (PDT-RS) e presidente da Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados e Miguel Morales, presidente da organização internacional dos técnicos e deputado provincial de JuJuy - Argentina parabenizaram a nova diretoria e falaram sobre o tema mudanças climáticas, afirmando a importância da capacitação profissional para o desenvolvimento sustentável.

  Foto: Isis Rodrigues

Em seu pronunciamento, o presidente empossado da FENTEC, Wilson Wanderlei Vieira, agradeceu aos companheiros pelo  comparecimento ao evento, pelas homenagearam e pelas mensagens recebidas de parlamentares e executivos de todo o País, incentivando à nova gestão. “É uma satisfação e uma grande responsabilidade a jornada que iniciamos hoje, mas como diz o slogan da Federação ‘Juntos, Somos mais Fortes!’ vamos trabalhar para fortalecer ainda mais o nosso  movimento.”

Em suma, todos os integrantes da mesa foram unânimes em parabenizar a nova diretoria, em especial o presidente por mais uma gestão à frente da Federação, e em destacar a importância do Congresso e do debate sobre as questões ambientais.

Compuseram a mesa principal da solenidade: José Antonio Barroz Munhoz – deputado estadual (PSDB-SP) e presidente da assembléia legislativa do estado de São Paulo; Giovani Cherirni – deputado federal (PDT-RS) e presidente da comissão do meio ambiente da câmara dos deputados; Arnaldo Faria de Sá – deputado federal; Miguel Morales – presidente da organização internacional dos técnicos e deputado provincial de JuJuy, Argentina; Marcos Túlio de Melo – presidente do CONFEA, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia; Francisco Antonio Feijó presidente da CNPL, Confederação Nacional das Profissões Liberais; José Tadeu da Silva presidente do CREA-SP, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetua e Agronomia do Estado de São Paulo; Nelson Nazar – Presidente do TRT-SP, Tribunal do Trabalho do Estado de São Paulo; Ricardo do Nascimento Alves – coordenador do CEDEN, Colégio de Entidades Nacionais; amil Murad – vereador por São Paulo; além do anfitrião da noite Wilson Wanderlei Vieira - presidente da FENTEC, Federação Nacional dos Técnicos Industriais, da SITENC-SP, Sindicato dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo e vice-presidente da CNPL, Confederação Nacional das Profissões Liberais.

 

Reportagem
Maira Pinheiro

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


Debate Socioambiental encerra primeiro ciclo de palestras do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas"

  Foto: Marco Venici

A palestra Desenvolvimento Sustentável, ministrada por Gilberto Javier Cabrera Trimino, professor catedrático de La Universidad La Habana, de Cuba, encerrou a programação do primeiro dia do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, que está acontecendo no Centro de Convenções do Hotel Braston, em São Paulo, no período de 19 a 21 de maio.

Logo no começo da explanação o professor explicou aos participantes que a sociedade precisa de uma mudança no modelo de civilização, com um novo desenvolvimento humano voltado para a sustentabilidade. A premissa do debate foi a atuação dos sindicatos na implantação desse pensamento.

Para Trimino, o papel do sindicalista é ser agente de transformação. “As entidades têm o poder do convencimento e devem alertar a sociedade, por meio da educação, para uma cultura sustentável”, destacou o catedrático.

De acordo com o palestrante, todas as categorias trabalhistas devem identificar as prioridades sustentáveis dos povos e integrar conhecimentos com novas informações, tecnologia e recursos humanos, para assim chegar a uma produção limpa. “Essa é a nossa missão! Juntos, ambientalmente preparados, somos mais fortes”, enfatizou o palestrante, parafraseando o presidente da FENTEC  e do SINTEC-SP,  Wilson Wanderlei Vieira,que se utiliza do slogan “ Juntos, somos mais fortes!”

Ainda na noite dessa quinta-feira, 19, acontece a abertura oficial do Congresso, juntamente com a solenidade de posse na nova diretoria da FENTEC – Federação Nacional dos Técnicos Industriais para a gestão 2011/2015.

Amanhã, 20 de maio, às 9 horas, o Deputado Federal Giovani Cherini iniciará o segundo dia de palestras,  abordando o tema “A Importância do Parlamento na Construção do Meio Ambiente Sustentável”.

 

Reportagem
Maira Pinheiro

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


Sustentabilidade em Empreendimentos Urbanos abre
debate sobre Mudanças Climáticas

foto
  Foto: Marco Venici

 

Não podemos resolver os problemas de hoje com o mesmo pensamento de antigamente”. Disse a arquiteta e mestre em engenharia civil pelo Programa de Pós–graduação em Engenharia Civil – Área Meio Ambiente – PPGEC/NORIE, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Patrícia de Freitas Nerbas, ao iniciar a palestra “Sustentabilidade em Empreendimentos Urbanos”.

A primeira palestra técnica do Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, iniciativa do presidente da FENTEC/SINTEC-SP, Wilson Wanderlei Vieira, foi abordada de forma enfática e realista quanto o viés da sustentabilidade frente ao atual crescimento urbano no Brasil.

Segundo a palestrante, os profissionais deste setor que trabalham na construção de empreendimentos, devem tomar decisões que terão maior ou menor impacto ambiental e que proporcionarão maior inclusão social e efeito econômico.

Para maior compreensão do tema, Patrícia esclareceu que, “no mínimo, deve-se considerar o tripé econômico-social-ambiental”. Ela diz que para o empreendimento ser considerado sustentável deve-se levar em conta os benefícios para a sociedade como um todo, não apenas para o empreendimento específico na análise de custo-benefício, mas também em termos de qualidade, conforto e bem-estar. “Quando se planeja um ambiente, todas as áreas, profissionais e técnicas, cada uma com seu enfoque, devem planejar considerando o pós-uso, cujo objetivo é implantar a qualidade de vida”, apontou Patrícia de Freitas.

Nesse sentido, é importante entender que o pós-uso é imprescindível para implementar o sistema de análise do projeto de construção. “Identificar possíveis problemas poderá acarretar uma reavaliação para outros procedimentos do projeto do empreendimento”, disse a arquiteta.

Em suma, afirma a especialista, que “para existir a sustentabilidade ambiental em um empreendimento deve-se levar em conta os seguintes itens: edificação do entorno, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, energia e atmosfera e gestão das águas. Somente assim, será possível o equilíbrio de interesses, sem o prejuízo ambiental, proporcionado saúde, conforto e qualidade de vida em áreas urbanas.”

 

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 


FENTEC E SINTEC-SP ESTIMULAM O DEBATE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”, teve início nesta manhã, debatendo uma maior participação do segmento sindical nos assuntos voltados ao meio ambiente e à sustentabilidade.

  Foto: Marco Venici

Hoje, 19 de maio, um dos mais importantes eventos internacionais sobre a participação e o envolvimento das lideranças sindicais nos assuntos ligados ao meio ambiente, foi iniciado no Centro de Convenções do Hotel Braston, em São Paulo-SP, com a realização da  FENTEC - Federação Nacional dos Técnicos Industriais e do SINTEC-SP - Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio de São Paulo.

Autoridades do segmento sindical do Brasil, Cuba, Angola, Paraguai, Uruguai e Argentina se pronunciaram a favor de iniciativas como o Congresso Internacional "O Movimento Sindical e as Mudanças Clmáticas", que convida ao debate e expõe as questões relacionadas a este importante tema que garantirá a vida das gerações futuraa este importante tema, conforme ressaltou Enrique Héctor Sosa, diretor do Incasur - Instituto Internacional de Estudios Y Capacitación Social Del Sur.

O presidente do CREA-SP, José Tadeu da Silva, recordou as novidades e ideias do ECO 92, ocorrido no Rio de Janeiro, em 1992, e afirmou que as palestras que serão ministradas no Congresso são de extrema importância para a aplicação prática dos trabalhadores técnicos em prol da sociedade. “Nenhum país se desenvolve sem técnicos e unidos com as entidades, nossa contribuição é de grande valia para amenizar os danos causados ao meio ambiente”.

Por sua vez, o professor catedrático da La Universidad La Abana, de Cuba, Gilberto Javier Cabrera Trimino apontou que trata-se de uma cultura pela sobrevivência humana, não apenas econômica, como também, e principalmente, a ecológica e social.

O presidente da FENTEC/SINTEC-SP, Wilson Wanderlei Vieira, afirmou que o tema está despertando interesse mútuo da categoria. “Me perguntaram o que tem a ver Sindicalismo com meio ambiente? Digo que qualquer cidadão do mundo tem  responsabilidade com o desenvolvimento sustentável e a  ecologia. É um começo de discussão que, com certeza, será ampliado para diversas entidades e terá, com muito esforço, um final feliz”.

Todas as autoridades que compuseram a mesa de abertura dos trabalhos foram unânimes em cumprimentar e parabenizar a FENTEC e do SINTEC-SP, na pessoa de seu presidente, Wilson Wanderlei Vieira, pela realização do Congresso. Honraram o momento, o professor doutor Henrique Héctor Sosa, diretor do Incasur- Instituto Internacional de Estudios y Capacitación Social Del Sur;  Gilberto Javier Cabrera Trimino, professor catedrático de La Universidad La Habana, de Cuba; Simão Kibeta, presidente da Federação dos Metalúrgicos e Químicos de Angola; Julio Torales, presidente da OITEC Paraguai - Organização Internacional dos Técnicos Industriais; Jorge Dumas, presidente da OITEC Uruguai; Luis Amêndola, secretário da OITEC Argentina; Ricardo Nerbas, presidente da OITEC Brasil; Margarete dos Santos, presidente da ABETI- Associação Brasileira de Ensino Técnico Industrial; Ricardo Nascimento Alves, presidente do CONTAE - Conselho Nacional de Associações de Técnicos Industriais e coordenador do CEDEN - Colégio de Entidades Nacionais; e o engenheiro civil José Tadeu da Silva, presidente do CREA-SP - Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia.

No decorrer da manhã foram realizadas duas apresentações, abordando temas paralelos, como “As Compensações Ambientais do Trecho Sul do Rodoanel”, na qual o técnico em agrimensura, engenheiro civil e diretor adjunto do SINTEC- SP, Claudio Dias, mostrou  o sistema de recuperação e reflorestamento da região sul onde foi construído o Rodoanel. Na sequência, Rafael Bicas Franco, representante da empresa Solesol, falou sobre o sistema de aquecimento de água por energia solar.

O evento terá continuidade no período da tarde com a seguinte programação:

14h – Palestra “Sustentabilidade em Empreendimentos Urbanos”, ministrada por Patrícia de Freitas Nerbas, arquiteta e mestre em engenharia civil pelo Programa de Pós–graduação em Engenharia Civil – Área Meio Ambiente – PPGEC/NORIE, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

15h – Debates

15h30 – Palestra “Desenvolvimento Sustentável”, ministrada por Gilberto Javier Cabrera Trimino, professor catedrático de la Universidad La Habana, Centro de Estudios Demográficos – CEDEM, Cuba.

16h30 – Debates

17h – Coffee break

19h – Abertura oficial do congresso e sessão solene de posse da nova diretoria da FENTEC – Gestão 2011/2015

21h – Jantar de confraternização

Entre os dias 20 e 21 de maio terão continuidade as palestras com renomados especialistas no assunto, vindos de diversos estados do Brasil, bem como da América Latina e da África.

Reportagem
Débora Luz

Edição
Lenilde De León

Edição de imagem e Diagramação Geral
Isis Rodrigues

 

 

 

Copyright © 2009 - FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TÉCNICOS INDUSTRIAIS
Sede: Rua Vinte e Quatro de Maio, 104 - 14º andar - Centro - São Paulo
CEP: 01041-000 - Tel/Fax: (11) 2823-9555